Às vezes fico quietinha, quietinha. Como a recobrar o fôlego às vezes perdido e tantas vezes muito bem usado. Tentando absorver aquilo que a fúria diária maquia e não traduz. Colhendo a seiva daquilo que me foi oferecido e direcionando para plantações vindouras. Esquecendo as auto-sabotagens que em muitos momentos experimentamos, colocando pedras intransponíveis nas nossas paisagens. É. Fico quietinha, quietinha. Como a fotografar esses sentimentos para que minha retina empreste essas imagens para sempre à minha alma. E não se perca de mim essa percepção lúcida dos fatos.
Quietinha, quietinha...
E sentada num amontoado de palavras fico esperando meu cavalo alado.
Aquele que me rouba desses instantes de reflexão e me faz explodir em palavras.
Sejam elas alegres ou tristes, doces ou árduas, leves ou pesadas.
Mas sempre PALAVRAS que fazem meu ser ensolarado.
