Tempo, pra que te quero ? Quero tempo pra respirar. E poder estar consciente desse movimento. Quero movimento no meu tempo. Pra que ele não pare no tempo. Tempo pra absorver o que não entendo. E entender que só o tempo vai me dar esse tempo. Porque tempo é um espaço. E espaços precisam ser preenchidos para que não virem vãos na alma. Quero tempo para aquecer esses hiatos. Tempo para viver e não apenas existir. Quero abandonar a margem. Quero uma travessia com tempo. Tempo para desvendar labirintos. TEMPO. Com marcha. Com horizonte. Com intensidade.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Latência
Estado de latência. Sementes absorvendo a chuva abundante, que provocou correntezas em rios tão profundos. Raízes se aprofundando lentamente. Buscando alimento para a alma pálida. Continuação da jornada em modo avante. Os acontecimentos à frente. Feito outdoor esfregando a mensagem no nosso nariz. E fazendo escorrer pela garganta o gosto de coisas mal passadas. Na vida é preciso inventar sempre. Re-inventar sementes. Plantar esperanças. E aguardar a brotação. Que seja renovadora. Tingida fortemente. E que traga de volta minha caixa de lápis de cor...
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Sem ensaio
E a vida segue sendo apresentada sem ensaio.
O desafio é interpretar bem e improvisar melhor ainda.
Porque sempre é preciso.
O desafio é interpretar bem e improvisar melhor ainda.
Porque sempre é preciso.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Ensaio da alegria
A gente tenta tanto que uma hora consegue. Consegue viver um pouco sem amarras. Sem ser algoz de si mesmo. Consegue enxergar no outro um ser igual a você. Nem mais, nem menos. Simplesmente alguém que também é passageiro desse mundo. E que delira com os altos. E que se entristece com os baixos. E, de preferência, que se incomoda com o morno. Mas segue. E, como você, entende que a felicidade é o aqui. O que foi, o agora já tornou ontem. É alavanca. O que será nem existe ainda. E tantas vezes não existirá. Portanto foco. Foco no hoje. Lindo, perfeito, desejável. Foco nessa alegria de viver que sobrevive a qualquer inconstância. Porque essa sim é uma constante. E já dizia Jorge Amado: "a vida é feita de acontecimentos comuns e de milagres". Eu fico com os milagres. Aqueles que acontecem todos os dias. E que, tantas vezes, nos faltam olhos para enxergar.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Trem da vida
E essa sensação de falta de controle que não passa? Impossível, no momento, desenhar, delinear, formatar, entender. Tudo tão vago. Tudo tão forte. Incompleto. Intenso. Confuso. É, o mundo gira com força bruta e não nos espera na estação. Na placa o aviso: embarque imediato em via de mão única. Destino: praça da vida. Modo: com aventura, vertigem e espanto. Não, não é um trem de passeio. É o trem da vida que segue e não faz retornos. Curioso perceber que, por vezes, seguimos com venda nos olhos. Sem entender muito. Apenas sentindo. E, por vezes, a lucidez nos incorpora tanto, que haja estômago para enxergar tanta realidade. O desembarque é imprevisto. Então só nos resta torcer que a viagem tenha sempre um saldo positivo. E o improvável e o provável entrem em comunhão. Mas o que fazer com tamanha sensação? E essa falta de controle que não passa?
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Retalhos atuais
Ontem achei um caderno precioso. Pedaços de mim em tinta e papel. Fragmentos de outrora. Retalhos indispensáveis à colcha que hoje ainda costuro. Impressionante perceber como minha caminhada sempre foi permeada por um amor incomensurável. Uma vontade, quase que insuportável, de ser feliz. Um desejo ardente de gritar ao mundo o que não cabia dentro de mim. As palavras escritas sempre foram meu desabafo. Era como se um vulcão entrasse em erupção e, como que por encanto, lá estava eu, de novo, em tinta e papel. Ainda hoje é assim. Me eternizo através da escrita. Carimbo minha existência em retalhos de emoção. E continuo minha caminhada. E agora digo: preciso me mostrar inteira e plena, pois o meu coração é TODO paixão, amor, poema.
Do baú
E de repente me vejo assim: nua. Sem lenço, nem documento. Coração viajando sem rumo. E continua-se a caminhada. Um sorriso aqui, uma quase felicidade ali. Tudo que se mescla e por momentos me faz quase feliz. E se projeta uma fuga: a vida é linda e eu vivo muito. Em cada segundo faço mil coisas e penso preencher meu tempo. Mas, certas vezes, como nesse momento, me vem aquela cobrança. Mas aonde colocar tanta lembrança? Onde esconder tanta saudade? E como me mostrar inteira e plena, se no meu coração jaz tanta paixão, amor, poema...
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